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Habitação

Teto para ‘Minha casa’ sobe a R$ 100 mil em Rio Preto

São José do Rio Preto, 07 de outubro de 2009
ALTERE O
TAMANHO DA LETRA
Arquivo
Caixa Econômica Federal ainda não foi informada oficialmente sobre as mudanças
Gisele Bortoleto

A ampliação no valor máximo de financiamento de imóvel vai facilitar o acesso do rio-pretense ao programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) eleva este limite em R$ 20 mil para cidades com 250 mil a 500 mil habitantes. A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) até a próxima segunda-feira. Com a mudança, o valor máximo do imóvel para esse financiamento passa de R$ 80 mil para R$ 100 mil. O aumento do teto, definido durante reunião extraordinária do órgão na última quinta-feira, ocorreu em função dos preços praticados no mercado nestas cidades. A regra começará a valer somente depois que a decisão for publicada no DOU. No Estado de São Paulo, também deverão ser beneficiados os moradores de Bauru, Franca, Guarujá, Jundiai, Limeira, Piracicaba, Santos, São Vicente e Taubaté.

Para os municípios com mais de 1 milhão de habitantes, o valor a ser financiado será de até R$ 130 mil. Hoje, esse teto vigora somente nas capitais do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. No Estado, apenas Campinas tem mais de 1 milhão de habitantes. Para esss localidades, a mudança só começará a valer a partir de janeiro do próximo ano. O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Luppi, que coordenou a reunião, segundo sua assessoria de imprensa, afirmou ainda que, em dezembro, haverá uma rea-valiação dos valores a serem financiados com os recursos do FGTS para os imóveis fora do programa habitacional do governo federal. A meta é que sejam construídas 1 milhão de casas até 2010. Esses valores não sofrem qualquer reajuste há dois anos. A Caixa Econômica Federal ainda não foi informada oficialmente sobre as mudanças das regras e só vai se manifestar após ser comunicada.

Margens de renda

O programa “Minha casa, minha vida” foi lançado em abril deste ano e utiliza recursos do FGTS para o financiamento de moradias para famílias com renda bruta de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). O programa contempla também famílias que ganham até três salários. Neste caso, o imóvel deve custar no máximo R$ 42 mil (casa com 35 metros quadrados) e entre R$ 42 mil e R$ 46 mil (apartamento com 42 metros quadrados). Para se enquadrar no programa, o imóvel deve ser novo, com habite-se expedido a partir de 26 de março deste ano. Além de um subsídio financeiro de até R$ 23 mil por parte do governo federal para famílias com renda de até seis salários mínimos (R$ 2.790), os juros são menores do que os praticados no mercado. As taxas variam de 4,5% 8,16% ao ano, mais Taxa Referencial (TR). O governo federal oferece ainda vantagens como desconto no preço do seguro habitacional e dos custos com cartório.

Greve não paralisa trâmite de financiamento

A greve dos bancários, que entra hoje no 14º dia na região de Rio Preto, não paralisou os financiamentos habitacionais realizados pela Caixa Econômica Federal, que continuam tramitando internamente. No entanto, os interessados em dar entrada em processo de financiamento de um imóvel pelo banco não conseguirão acesso interno às agências fechadas durante a greve. Para dar entrada no pedido de financiamento, ou o candidato a mutuário espera a greve terminar ou procura um dos correspondentes imobiliários credenciados pela Caixa. Em Rio Preto, existem cerca de 20 correspondentes imobiliários. Eles podem ser identificados no site do banco na internet no endereço “www.caixa.gov.br”. Em seguida, é preciso clicar em “Rede de atendimento”, “Canais de atendimento caixa” e “Correspondente Caixa aqui”. É necessário indicar o Estado e a cidade para conseguir os nomes e endereços.

Bancários

Ontem, segundo os grevistas 51 agências bancárias permaneceram com as portas fechadas em Rio Preto. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Rio Preto e Região, também pararam agências em Tanabi, Nhandeara, Monte Aprazível, Nipõa e Poloni. Os bancários reivindicam, entre outras coisas, reajuste de 10% nos salários, sendo 5% de aumento real. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferece 4,5% de reposição das perdas.

Emcop vai fechar inscrição

A Empresa Municipal de Construções Populares (Emcop) de Rio Preto vai encerrar na quinta-feira da próxima semana, dia 15, as inscrições para os interessados em concorrer a um dos 5 mil imóveis populares que deverão ser construídos com recursos do governo federal dentro do programa “Minha casa, minha vida”. A triagem para classificação dos cerca de 20 mil inscritos do início do ano até agora começa logo após o encerramento das inscrições. Inicialmente, a triagem deveria ter sido iniciada na segunda quinzena de setembro, mas o prazo foi prorrogado. Outros cerca de 2 mil inscritos que moram em cidades da região já foram automaticamente excluídos. De acordo com o presidente da Emcop, José Antonio Basílio, após o dia 15, quem quiser uma casa poderá se cadastrar, porém irá participar de eventuais programas a serem lançados.

Para participar da seleção, os interessados devem ter renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.395) e não possuir contratos ativos com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH). O valor máximo de financiamento para quem ganha até três salários é de R$ 42 mil (casa com 35 metros quadrados) e R$ 46 mil (apartamento com 42 metros quadrados). Duas construtoras que apresentaram projeto para construção das casas são de Rio Preto e outra da Capital. A Caixa vai analisar se o valor do terreno é compatível com o valor dos imóveis. Os interessados em participar do programa deverão procurar em Rio Preto o Poupatempo (rua Antônio de Godoy, 3033, Centro, em frente ao Mercadão).
 
Diário da Região
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